Há mais de um século produzindo vinhos em Faria Lemos
A história da Cristofoli Vinhedos e Vinhos Finos começa em 1850 na província italiana do Treviso. Foi lá, neste ano, que nasceu Angelo Cristofoli. Ele se casou com Maria Dalla Senta, nascida 11 anos mais tarde. Os dois chegaram ao Brasil junto com as primeiras levas de imigrantes, no final do século XIX. Já em terras bento-gonçalvenses os dois tiveram 13 filhos (Antônio, João, Francesco, Joana, Romilda, Rosa, Luiz, Pedro, Angelo Cristofoli Filho, Amábile, Vitória e Rosina). Em 1896 Angelo Cristofoli adquiriu as terras da família, na Linha Fernandes Lima, no distrito de Faria Lemos.
O plantio dos primeiros parreirais não demorou muito, aproveitando os locais desmatados, onde troncos da densa floresta local começavam então a apodrecer, gerando um adubo natural para as plantas. Da mata também saiu a madeira utilizada para a confecção das pipas de vinho, que foram enchidas alguns anos mais tarde com o produto que começava a ser produzido.
Após a morte do pai, em 1914, Angelo Cristofoli Filho herdou a atividade e a propriedade. Ele havia aprendido desde cedo as práticas para o cultivo da uva e produção do vinho, que foi melhorado com o passar dos anos com a implantação de novas técnicas. Já em 1910 ele passou a comercializar o excedente da bebida, que era entregue à Vinícola Salton.
Em 1917, Angelo se casa com Angela Mella Cristofoli, com quem teve sete filhos (Vitalle, Duílio, Vino, Zílio, Saul, Amélia e Isolina). O segundo filho da família, Duílio, nascido em 1920, foi quem continuou com maior vigor a atividade vitivinícola herdada dos pais. Ele também inovou com novas cultivares de mesa e viníferas, como a Moscato e as Sangiovese, Barbera, Bonarda, Marzemina, Canaiolo e Peverella.
A produção de uvas e vinhos cresceu em qualidade e quantidade até que, em 1944, a família voltou a aumentar. Duílio se casou com Maria Ester Salton Cristofoli, unindo duas famílias com tradição vitivinícola e gerando mais quatro frutos: Olir, Valter, Loreno e Mário. No ano de 1947 mudaram-se para a sede do distrito de Faria Lemos, local onde hoje se localiza a Vinícola, e aos poucos Duílio foi adquirindo as terras onde se localizam os vinhedos da Família. Os dois filhos mais novos seguem a tradição de cultivo de uva e produção de vinhos.
Florestas
Segundo relatos dos antigos, a mata densa possuía ainda animais ferozes, como o famoso Leão Baio, animal que capturava galinhas, porcos e até gado de pequeno porte.